08 Julho 2009

Saudades


Hoje, reli o texto de Nataniel Jebão que linquei quando da morte de Fausto Wolff. convido-os a fazer o mesmo. Dizem que a senhorita Nina Rolas é flagrada quase todos os dias a mijar no túmulo do colunista social, dizendo que cada um chora por onde sente saudades.

03 Julho 2009

Honduras

Muitas moscas

Deixamos este blog às moscas por muito tempo.

O sitemeter diz que temos uma média de 128 visitas diárias e 180 page views. Médias atualizadas no link anterior. Queria que me dessem 1 real cada.

Meu primeiro site para internet, a "Oca do Pajé", site de humor adolescente e ganjístico, feito em 1996 (ou 97, não lembro), teve um trampo para chegar às 1000 visitas. Era uma época em que os mecanismos de buscas (yahoo, cadê e aonde) só localizavam sites que se cadastravam neles, sem esse esquema mágico inventado pelo Google, que encontra qualquer coisa.

Naquela época também não tínhamos esquemas de comentários, coisa de blog, mas tínhamos email. Fizemos uma lista, candidamente chamada de "10 músicas que fazem você dizer: 'mano, essa música chapa'". Percebe-se o high level do site. Colocamos nosso e-mail lá, para que as pessoas fizessem sugestões. E fizeram. Ao ponto de incluirmos "Cê tá pensando que eu sou loki?", do Arnaldo Batista (e que eu não conhecia, na época), na lista.


02 Julho 2009

Pra que um blog?

Certo, certo.

Resolvi tirar o pó deste blog e voltar a postar.

Estamos devagar, é claro. E isso é bom sinal. Como assim? Ótima pergunta. É que ao invés de estarmos dedicando muito tempo ao blog estamos dedicando muito tempo à vida, e para tal é necessário viver. "Não digas nada: sê", diz o Fernando pessoa, em outro contexto e antes de dizer certas coisas sobre nudeses visíveis e invisíveis que eu ainda não entendi.

Ora, então vivemos. O Bruno trabalha e faz filosofia (aplausos ao rapaz, ele merece). Eu sou pai, marido, empregado e militante. E tento errar menos na primeira tarefa. Isso nos ocupa o suficiente.

Nestes meses de silêncio, senti compulsão por escrever aqui algumas vezes, mas passou. Por exemplo: quando da reforma ortográfica. Apesar de que eu, notadamente, ainda não assimilei a reforma anterior e certamente não assimilarei esta (aliás, cago para qualquer norma ortogramatical, especialmente depois que eu vi que o Camões escrevia "assinalados" com um beta no lugar dos dois SS), senti vontade de escrever sobre o único aspecto de reforma que me interessa: o fim do trema. Heresia! Mexer do hífem, que eu nunca soube e, provavelmente, nunca sabererei usar, é uma coisa. Mexer com o trema é outra estória... Como é que fica o sketch do canditato a vereador, do Zé de Vasconcelos, que diz (ou dizia) "Qüem de vozes, etc, etc."?

Porque os formalizadores do idioma precisam se decidir: em nossa língua escrita se registra a sonoridade das palavras ou não? Eu certamente seria a favor de se adotar ideogramas, riquíssimos em sentidos e sem problemas quanto a divergencias entre pronúncia e escrita. Só gente constipada fala "muito", do jeito que se escreve. E eu não sei usar a vírgula. Ou a gente escreve o som das coisas e enfia vírgulas nas pausas ou a gente escreve os significados e adota ideogramas e tudo mais. Ideogramas são tão legais! Os orientais deveriam cobrar royalties sobre a idéia de ícones. Eu morria de inveja de um colega de turma (o Way Way) que era de Taiwan mas sabia ler ideogramas japoneses, sem saber nada de japonês. Mas estou fugindo do tema...

Pra que um blog? Por que eu tenho algo de relevante a dizer? Os paragrafos anteriores demonstram claramente que não, não tenho nada a dizer. Nada de novo, nada original, nada de meu, ou muito pouco. Mas eu quero sublinhar, destacar, chamar a atenção para algumas coisas. Enfim: dar share no Google Reader. Mas nem tudo que eu leio na rede tem um feed que me permita incluir nele. Então eu vou usar meu próprio blog para reproduzir coisas que eu leio em outros cantos, mas eu posso dar share... no fundo: essa foi a motivação original deste blog.

Evidentemente que a questão "Pra que um blog?" e subseqüente resposta vale apenas para mim. Os blogs servem para muito mais coisas, e continuarão servindo, apesar dos deslumbrados que falam em fim dos blogs por causa do twitter.


04 Março 2009

Citação do dia (acabei de ler)

Homens sensíveis que chorais pelos males da revolução (com demasiada razão sem dúvida), vertei também algumas lágrimas pelos males que a provocaram.

J. Michelet - Historie de la Revolution française (1847)



11 Fevereiro 2009

Michael Phelps e a maconha

Assim até eu faço dieta de doze mil calorias.

Esta foto foi publicada no tablóide inglês News of The World e está trazendo problemas para a carreira de Michael Phelps. Foi suspenso por três meses, deve perder alguns patrocinadores e até falam em prendê-lo. Ganhar oito medalhas em uma olimpíada não é suficiente para poder fumar um baseado em paz.

Se há algo que este episódio me ensina sobre maconha é que fumá-la não impede ninguém de ser o maior campeão olímpico. Dado meu espaço amostral de um único "maior campeão olímpico", diria até que contribui.

Segundo o Brainstorm9, de onde tirei a foto, nem todos os patrocinadores ficaram insatisfeitos. Um porta voz da Omega declarou: “Não dá para comprar esse tipo de product placement - acredite, nós temos tentado”. No mesmo blog também tem o comentário mais engraçado que li a respeito:

João Paes N
"fumando ele ganhou oito medalhas de ouro, pensem se ele cheirasse!"

03 Fevereiro 2009

Atraso do atraso

Perfeita a charge do Bessinha:

Pois é. Sendo o PMDB o partido que mais se beneficia de cargos, seja no governo federal, seja nos estados e municípios governados pelo PT, como se fossem companheiros de primeira hora e não aliados de ocasião, não é de se estranhar que duas figuras grotescas do dito partido tenham conseguido tal projeção, sob os auspícios do governo mais popular da história humana. É o PT contribuindo para cavar a cova da esquerda. Que o diga o governador Jackson Lago, que não consegue uma trégua da turma do Sarney, quem o dirá agora!

Discombobulating

Palavra que eu aprendi agora.

17 Janeiro 2009

Cyanide and Happiness

Com o The Perry Bible Fellowship e o Linha do Trem sem publicar novidades, o jeito foi procurar por outras tirinhas. Destas buscas gostaria de recomendar o Cyanide and Happiness ou sua versão traduzida em português. Abaixo faço uma pequena seleção do que já li, clique para ampliar:





13 Novembro 2008

Direito a greve da polícia civil paulista

O ministro do STF Eros Grau, provocado pelo Estado de São Paulo, decidiu que todos os policiais paulistas em greve devem retomar suas atividades. Uma decisão anterior estabelecia um percentual mínimo de 80% dos policiais em serviço.

O direito a greve é garantido pela constituição para todas as categorias não militares, porém depende de uma lei nunca editada para regulamentar este direito. Recentemente o mesmo STF julgou que na ausência de tal lei aplica-se as mesmas regras do trabalho privado, aquelas da CLT.

Considerando a CLT, é permitida a greve desde que não prejudique serviços essenciais, sendo considerado essencial aquele que passado o tempo apropriado de execução não pode ser reposto sem prejuízos para a população. Algumas atividades policiais se enquadram nesta categoria de serviços, como o registro de BOs e perícias. Outras atividades não, como por exemplo os trabalhos investigativos.

Com certa inventividade pode-se argumentar que determinadas investigações são prejudicadas por eventos temporais, mas também podemos pensar situações em que seriam beneficiadas. No meu entendimento deve haver um prejuízo líquido e certo para determinar um serviço como essencial ou nenhuma categoria poderia fazer greve.

A manutenção das atividades essenciais deveria indicar a porcentagem de funcionários que devem continuar trabalhando, imagino que os 80% definidos anteriormente seria mais do que suficiente. Da maneira como fez, o judiciário legislou no vácuo deixado pelo poder responsável, indo contra suas próprias decisões anteriores e contra a constituição que deveria guardar.