30 outubro 2012

Trecho de Os 10 dias que abalaram o mundo


"Saímos em direção à cidade. Na porta da estação, vimos dois soldados com as baionetas caladas, rodeados por uma centena de comerciantes, funcionários e estudantes, que os insultavam violentamente, gesticulando e gritando. Os soldados estavam atrapalhados e aborrecidos, como crianças que se vêem injustamente censuradas. Um jovem alto, de aspecto arrogante, com uniforme de estudante, dirigia o ataque.

— Creio que vocês compreendem que, pegando em armas contra seus irmãos, estão servindo de instrumento a assassinos e traidores — dizia ele em tom insolente.

— Não, não é isso, irmão — respondeu o soldado com ingênua sinceridade. — Há duas classes: o proletariado e a burguesia... Nós...

— Ah, já conheço esse estribilho — interrompeu o estudante. — Vocês, camponeses ignorantes, ficam convencidos ouvindo meia dúzia de frases feitas. E depois, sem haver entendido uma só palavra, começam a repeti-las a torto e a direito, como papagaios.

A multidão caiu na gargalhada.

— Eu sou estudante, e, além disso, marxista. Como tal, digo que vocês não estão combatendo pela causa do socialismo, mas pela anarquia e em proveito da Alemanha.

— Ah! — explicou o soldado com a fronte empapada de suor. — Já se vê que o senhor é homem instruído. Eu sou apenas um ignorante. Mas parece-me que...

— Você acredita, por acaso, que Lênin é um verdadeiro amigo do proletariado? — atalhou o outro.

— Claro que sim — respondeu o soldado, incomodado com as zombarias da multidão.

— Mas, não sabe que Lênin atravessou a Alemanha num trem blindado? Não sabe que Lênin recebeu dinheiro dos alemães?

— Oh! Não sei nada disso! — disse o soldado com firme. Vejo que o que ele disse é o que preciso ouvir e, como eu, todas as pessoas simples do nosso meio. Há duas classes, a burguesia e o proletariado...

— Você está louco, amigo! Estive dois anos em Schlüsselburg por causa da minha atividade revolucionária, enquanto vocês, naquele tempo, disparavam contra nós e cantavam Deus proteja o czar. Meu nome é Vassíli Gueórguievitch Pánin. Nunca ouviu falar em mim?

— Sinto dizer, mas nunca ouvi, não, senhor — disse humildemente o soldado. — Não sou mais que um ignorante, e o senhor, sem dúvida alguma, é um herói!

— Sou isso mesmo — disse o estudante com firmeza. — E combato os bolcheviques, que trabalham para aniquilar nossa Rússia, nossa livre revolução. Como você explica isso?

O soldado coçou a cabeça.

— Eu não sei como se explica isso — disse, careteando pelo esforço que fazia para conseguir explicar-se. — A mim tudo me parece claro... Mas sou apenas um ignorante. Parece-me que não há mais de duas classes: o proletariado e a burguesia.

— Lá vem você com a estúpida cantiga de sempre! — gritou o estudante.

— Duas classes — continuou o soldado com obstinação — e quem não está com uma está com a outra..."


- Os 10 Dias que Abalaram o Mundo - John Reed

09 outubro 2010

Índio da Costa, um intolerante

Índio da Costa, político sem expressão, mas alçado à relevante posição de vice na chapa encabeçada por José "Aiatolá" Serra, tem dado mostras de ser pior ainda do que pensávamos.
Marcha da Família com Deus pela Liberdade - mas pode chamar de Golpe Midiático/Militar de 64


Provavelmente inflamado pela TFP - Tradição Família e Propriedade, organização de extrema-direita, católica, organizadora da "Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade", nome pomposo dado às manifestações de grupos reacionários que pediram pelo Golpe Militar, em 64, e que, agora, pedem a eleição de José "Aiatolá" Serra- o playboy tem posto as manguinhas de fora e manifestado sua sincera vocação para líder da juventude nazi. Disse, recentemente, que:

que as pessoas devem ter o direito de se manifestar, inclusive contra os gays

Será que o cacique merendinha é capaz de reconhecer sua mesma lógica nas seguintes declarações? será que as defenderia?

que as pessoas devem ter o direito de se manifestar, inclusive contra os negros
ou
que as pessoas devem ter o direito de se manifestar, inclusive contra os judeus
ou
que as pessoas devem ter o direito de se manifestar, inclusive contra os evangélicos
ou
que as pessoas devem ter o direito de se manifestar, inclusive contra os ateus
ou
que as pessoas devem ter o direito de se manifestar, inclusive contra os X

?

Casos de intolerância sempre me fazem lembrar daquela citação atribuída ao pastor luterano Martin Niemöller, sobrevivente do Holocausto:

Primeiro eles viera atrás dos comunistas,
e eu não me manifestei porque eu não era comunista.

Então eles vieram atrás dos sindicalistas,
e eu não me manifestei porque eu não era sindicalista.

Então eles vieram atrás dos judeus,
e eu não me manifestei porque eu não era judeu.

Então eles vieram atrás de mim,
e naquele momento já não havia sobrado ninguém para se manifestar.

01 setembro 2010

O que eu penso sobre a homeopatia

Este post do Biajoni me estimulou a escrever sobre minha experiência pessoal com a homeopatia. Há 1 ano não atualizamos este blog, mas vou aproveitar a deixa para escrever sobre algo que sempre tive vontade.

Há muitos anos, numa época que nem eu nem minha esposa, Marina, usávamos homeopatia e quando minha opinião sobre homeopatia vinha da leitura de céticos como Carl Sagan, a Marina teve um problema na unha do dedão do pé. A unha estava opaca e crescia toda retorcida. Muitas pessoas a quem ela mostrava o pé contavam que conheciam outras pessoas com o mesmo problema e a história era sempre a mesma: "Fulano tem isso há anos, nunca conseguiu resolver, etc".

Evidentemente a Marina foi ao médico - alopata - que disse que o problema era causado por um fungo e receitou uma pomada. Semanas de tratamento e os sintomas eram rigorosamente os mesmos, nenhuma melhora.

Foi então que ela procurou um homeopata. (Por que não?) O homeopata fez uma solução com raspas da própria unha doente (ou seria sem raspas da unha doente, como dizem os críticos da homeopatia?). Várias gotinhas por dia e em menos de uma semana a unha estava como se nunca tivesse tido o problema! Não é exagero nenhum.

Evidentemente que, como testemunha ocular dos acontecimentos, eu não poderia ignorar o dado empírico e deixar de pensar que algo muito interessante tinha acontecido ali. Desde então a Marina e eu temos usado homeopatia prioritariamente, inclusive para nosso filho (desde que ele era bebê), com muitos resultados surpreendentes e outros nem tanto. Em alguns casos não percebi efeito, mas, se eu não invalido a alopatia pelo caso da pomada para unha da Marina não ter tido nenhum efeito, por que eu faria isso com alguns tratamentos homeopáticos que não deram efeito, pelo menos não no tempo que eu queria? É certo que há muito de subjetivo no tratamento homeopático - no sentido literal: a escolha do tratamento varia segundo características particulares do paciente e pode ser necessário experimentar um pouco até descobrir o tipo de tratamento mais adequado.

Pode ser efeito placebo? Claro que pode e, para mim, enquanto paciente, isto não muda absolutamente nada. Como assim? Vamos-lá:

E se for efeito placebo?

O que é o efeito placebo? Quando é dado a uma pessoa um suposto medicamento (uma pílula de farinha, por exemplo) há chances de que esta pessoa realmente melhore do problema para o qual ela acredita estar recebendo tratamento. Não se trata de uma ilusão de melhora, mas uma melhora real desencadeada pela crença de que se está ingerindo um remédio. Verificou-se, para o caso de placebo tomado como se fosse medicamento contra dor, que o organismo do paciente realmente produziu substâncias cujo efeito fisiológico é a diminuição da sensação dolorosa. É por isso que para se verificar a eficácia de um fármaco é necessário comparar os efeitos em um grupo que recebe medicamento com outro que recebe placebo. Ambos os grupos apresentariam melhora estatisticamente relevante em relação a um grupo de pacientes que não recebesse nada. O fármaco só é considerado eficaz caso apresente resultados superiores ao placebo.

Sabe-se hoje que o efeito placebo não é o mesmo para todas as formas em que ele é ministrado. Sabe-se, por exemplo, que comprimidos pequenos tem efeito maior que comprimidos grandes e que os comprimidos vermelhos tem efeito maior que comprimidos de qualquer outra cor. Talvez a forma de 2 gotinhas com leve gosto de álcool seja um bom potencializador do efeito placebo. A forma de funcionamento da homeopatia é, segundo os homeopatas, semelhante ao do placebo: ela não atuaria sobre a doença mas estimularia o próprio corpo a combatê-la com seus próprios meios.

Eu não acho que seja assim (que a homeopatia seja apenas placebo, por causa do que vi com meu filho bebê) mas eu admito esta possibilidade. Só que ela não invalida o tratamento homeopático, só serve para tornar as gotinhas homeopáticas o segundo melhor tratamento possível (perdendo apenas para as gotinhas homeopáticas dentro de pequenas cápsulas vermelhas :-) ). É ainda, uma possibilidade de cura através de medicamentos baratíssimos, sem contra-indicações ou efeitos colaterais. Perfeito.

Vantagem incontestável do tratamento homeopático é no caso de crianças. Todos pais ficam desesperados quando os filhos adoecem e querem logo dar remédio. Ao invés de entupir as crianças com medicamentos alopáticos, e seus efeitos colaterais, ao primeiro sinal de febre, é dado à criança um estímulo (por meio dos efeitos da homeopatia ou por meio do efeito placebo, que seja) para que seu próprio organismo se cure. E funciona, isso eu garanto. Aliás, tenho a impressão de que crianças tratadas prioritariamente com homeopatia adoecem menos do que crianças tratadas somente com alopatia.

PS: Alguém mais está sentindo um cheiro estranho nesta campanha contra fitoterápicos e homeopatia?
PS2: Um ano sem postar e o blogspot agora zoa a formatação dos posts, tenho que aprender como corrigir isso.

Update: Atualizei às 15:54 para deixar o texto mais claro.

16 setembro 2009

Sarney e a democracia


Mesmo quando quer posar de democrata, o senhor feudal do Maranhão mostra exatamente o que é. Num discurso, que o Nassif achou belo, Sarney discorre em (suposta) defesa da democracia, através da defesa do parlamento (vs. mídia). Mas de qual democracia ele está falando?

Logo no começo temos uma pista: Sarney cita o intelectual republicano Francis Fukuyma, aquele do Project For The New American Century. Então esta é a democracia que agrada ao dono do Maranhão, a mesma que é do agrado dos imperialistas do PNAC. Ah, bom, isso é compreensível.

Em certo ponto, Sarney polemiza dizendo que:

a grande discussão que se trava é justamente esta: quem representa o povo? Diz a mídia: somos nós; e dizemos nós, representantes do povo: somos nós.

Vamos fingir que não sabemos que Sarney é dono dos principais veículos de comunicações do Maranhão, inclusive jornais, rádios e TVs e que não sabemos que é assim que ele constituiu seu poder feudal. E Sarney não é o único no parlamento a se beneficiar da posse de meios de comunicação: a dicotomia parlamento x mídia é falsa.

Logo no começo, Sarney (que é sempre bom recordar: é dos senadores brasileiros que mais atacam Hugo Chavez ) argumenta que "a democracia, quando é adjetivada já passa a não ser democracia", referindo-se à ditadura do proletariado. Defende a existência de uma democracia "pura", esquecendo-se que logo no início de seu discurso ele também adjetivou a sua democracia de preferência, aquela que não ameaça o seu poder feudal: a democracia liberal.

É interessante lembrar o que escreveu Lênin, em sua polêmica com Kautsky, sobre a questão da democracia "pura" e da ditadura do proletariado:

"É natural para um liberal falar de 'democracia' em geral. Um marxista nunca se esquecerá de colocar a questão: 'para que classe?' Toda a gente sabe, por exemplo - e o 'historiador' Kautsky também o sabe -, que as insurreições e mesmo as fortes agitações dos escravos na antiguidade revelavam imediatamente a essência do Estado antigo como ditadura dos escravistas. Essa ditadura suprimia a democracia entre os escravistas, para eles? Toda a gente sabe que não."

Ou seja, quando o Sarney fala em democracia liberal, qual a resposta à pergunta "para quem?" A democracia liberal é uma democracia burguêsa (ou uma ditadura da burguesia), ou nem isso, já que a oligarquia agrária, como a senadora escravista - e presidente da CNA - Kátia Abreu (DEM - TO), também é convidada a locupletar-se nela. Nesta democracia de uma minoria poderosa, a maioria do povo é excluída tanto do processo decisório quanto do usufruto dos bens produzidos pela sociedade, demonstrando as insuficiências no campo político e social. Nesta democracia, o parlamento não representa o povo, tem perfil muito distinto deste e dedica-se à politicagem mais rasteira, quando não à negociata pura e simples. Nesta democracia (ou ditadura da burguesia) o poder da classe dominante é mantido graças à violência praticada pelo Estado contra a classe oprimida, em favor da classe opressora.

Não devemos tratar a democracia liberal como um dógma, negando a existência de outras alternativas, como diz Sarney, citando o "fim da história". Devemos procurar construir uma democracia que seja realmente um "poder do povo" e isto só é possível através de transformações profundas de nossas instituições que, mais do que protegidas, devem ser debatidas e reformadas, para dar um caráter popular ao nosso Estado de raízes aristocráticas.

À questão apresentada por Sarney, sobre qual instituição realmente representa o povo - se mídia ou parlamento - devemos responder: nenhuma. O ideal seria construirmos uma democracia em que fosse possível responder: ambas.

PS: Eu nunca vou aceitar este vocabulário liberal que trata por "democracia" um sistema em que há fome, miséria, mortes por doenças facilmente curáveis e analfabetismo, mas trata por ditadura outro que alimenta, educa, cuida e ampara. É sempre necessário perguntar, como ensina Lênin: "para quem?"


12 setembro 2009

Bruno Aleixo no "Fala que eu te Escuto"



Não entendeu? Sobre os times:



Sobre a plástica:

19 agosto 2009

Twitter

A blogosfera anda meio deprimida. Eu tenho as mesmas impressões que o Rafael Galvão, do ponto de vista de um leitor de blogs, não de um blogueiro (que não sou, a baixa qualidade e produtividade deste blog não me permite o rótulo).

Acho que o primeiro blog que eu li foi o do Biajoni, e achei legal, comecei a acompanhar esporadicamente. Não sei se no blogroll ou nos comentários eu descobri o supra-citado Rafael Galvão.

Na época o Rafael escrevia quase todos os dias, o que fez que o vício pegasse rápido. Depois dele me viciei em biscoitos finos, que agora hibernam. Pois este último vicia muito. Até quando escreve sobre futebol, assunto sobre o qual eu não tenho o menor interesse, é interessante.Em vários momentos de agitação política (como nas eleições de 2006 e em várias outras ocasiões em que a oposição armou o circo), sempre havia um post interessante do Idelber, lúcido, coerente, argumentando racionalmente em favor de sua posição.

Fazia já um tempo que ele não postava quando anunciou a hirbenação do blog. Chiça!

Ai eu descubro que o prof. Idelber não está a blogar, mas está a tuitar. Então eu fui para lá também, hora essa: @eltonbcastro

E estou seguindo @iavelar vai ajudar a suportar a abstinência.


14 agosto 2009

Fala com a minha mãozinha

Li que o The Economist fez um editorial em que critica o governo brasileiro. Entre outras coisas o tabloide neolibereca critica Lula por apoiar o que a Economist chama de "autocracias", em aparente referência a Hugo Chavez (autocrata, então, é alguém que está no poder após ganhar 8 eleições limpas, contar com o apoio da maioria absoluta da população em um dos poucos países do mundo em que a população pode convocar um plebiscito a qualquer momento para revogar o mandato presidencial, sem apelar para golpes).

Aproveitaram, também, para dar seu apoio aos gorilas golpistas de Honduras (que, aparentemente, não são autocratas, pois contam com o apoio de homens-bons como os editorialistas do jornal neoliberal, mas não da maioria da população hondurenha).

Lembrei-me, também, de quando el rei de Espanha (aquele que só se tornou rei porque o fascista Francisco Franco nomeou-o seu sucessor) mandou o Chavez calar-se.

Vejam só o ridículo: súditos da monarquia inglesa e o próprio monarca de Espanha querem dar pitaco na democracia alheia!

E ai alguém pode dizer: "mas são monarquias constitucionais". Outro diria: "mas quem apita mesmo é o primeiro ministro!" Ao que replico: grandes bostas. Porque, a admtir que os cidadão dividem-se em duas castas - nobres e plebeus - suas constituições negam um condição sine qua non das verdadeiras democracias: os seres humanos são iguais em direitos! Um sistema com cargos e atribuições que passam por hereditariedade sanguinea é essencialmente não democrático.

Alem da rainha, o sistema bicameral inglês é composta por um parlamento (House of Commons - casa dos comuns) e a House of Lords (uma espécie de senado, com a função de manter a Inglaterra conservadora) é constituida por estes membros. As formas de nomeação são essas. Muito democrático, sim senhor.

Espanha e Inglaterra se regem por sistemas políticos ridículos, anacrônicos e intrinsecamente antidemocráticos.

Se os venezuelanos ficarem de saco cheio do Chavez, basta que se faça um plebiscito revogatório. Se isso der muito trabalho, é só esperar as próximas eleições e votar em outro candidato. Simples assim.

Se os inglêses se tocarem que é uma vergonha ter uma rainha em pleno século XXI, eles fazem o que? Uma revolução armada? Guilhotinam a rainha?

"Quer dizer que, agora, vagabundas molhadas atirando facas por aí são a base do sistema de governo!?"

22 julho 2009

Um blog zumbi

Este blog ainda não remorreu. Estou de férias. Já fui de São Carlos (SP) para Goiânia visitar meu sogro Beto (pretendo escrever algo sobre ele algum dia, militante de esquerda cheio de histórias, que foi médico em Xapuri e amigo de Chico Mendes), de lá para Caldas Novas, onde meu filho aprendeu a mergulhar na base do susto, então para o Gama (DF), visitar a sogra dos meus sonhos, voltei para São Carlos no mesmo dia, quando jantei com o Bruno, vindo no dia seguinte para Dracena(SP) visitar a minha mãe. Cansa. Mas é bom. A Marina dirigiu o percurso todo, claro.

08 julho 2009

Saudades


Hoje, reli o texto de Nataniel Jebão que linquei quando da morte de Fausto Wolff. convido-os a fazer o mesmo. Dizem que a senhorita Nina Rolas é flagrada quase todos os dias a mijar no túmulo do colunista social, dizendo que cada um chora por onde sente saudades.