13 abril 2006

Dois pesos e duas medidas

Quem duvida que exista certo setor da imprensa só dá a importância a notícias que sejam contrários ao PT saiba de mais essa. A notícia abaixo só foi publicada pelo Jornal do Brasil - e o Jornal Nacional deu uma nota sobre o assunto. Nem o Estadão nem a Folha publicaram a notícia:


Papéis somem de escritório
Josie Jeronimo

Documentos do caso Nossa Caixa foram roubados, na madrugada de segunda-feira, do escritório político do deputado estadual Romeu Tuma Júnior (PMDB). Ele atua nas investigações que apuram supostas irregularidades no direcionamento de verbas do banco estatal para empreendimentos de aliados do tucano Geraldo Alckmin.

Tuma registrou a ocorrência terça-feira. No boletim, o deputado estadual alega que apenas dois volumes da sindicância da Nossa Caixa, documentos do processo que apura denúncias de irregularidades na doação de peças do estilista Rogério Figueiredo para a ex-primeira-dama Lu Alckmin e dois mouses foram roubados.

Segundo o delegado titular do 36º Distrito Policial do bairro Paraíso, Mário Guilherme Carvalho, o escritório foi arrombado. A polícia recolheu impressões digitais e outros indícios para analisar o o caso.

- Nenhum objeto de valor foi levado. Apenas os documentos sumiram - disse o delegado.

O deputado requisitou ao delegado o histórico de arrombamentos da região. O levantamento mostrou que em cinco anos apenas dois estabelecimentos políticos foram assaltados. Essa é a segunda vez que o escritório do peemedebista é invadido.

Tuma é corregedor da Assembléia de São Paulo. Além da função, o deputado se aliou à bancada petista na tentativa de conseguir instalar uma CPI que investigue as denúncias do caso Nossa Caixa. Os petistas também suspeitam de que a invasão do escritório teve motivações políticas. O deputado, autor do requerimento que pede explicações a Alckmin sobre os vestidos que a ex-primeira dama teria recebido do estilista Rogério Figueiredo, disse ontem que o assalto foi uma tentativa de intimidação.

- Não tenho nenhuma dúvida de que foi represália para me intimidar. Em uma relação custo-benefício, se os documentos não tivessem cópias, se perderia muito nas investigações. Seria impossível reconstituir os dados. Como nós temos cópias do material, o assalto valeu só como intimidação - observou o deputado, que acompanhava, ontem à tarde, o depoimento do ex-gerente de marketing da Nossa Caixa Jaime de Castro ao promotor Sérgio Turra, do Ministério Público Estadual.

No depoimento, o ex-gerente disse que ´´em alguns casos´´, as ´´orientações´` da assessoria especial de Comunicação do estado seriam para que o banco fizesse anúncios em veículos ligados a deputados estaduais da base de Alckmin. O volume desses anúncios, no entanto, corresponderia ao porte e à capacidade de circulação dos veículos. As informações são do promotor Sérgio Turra Sobrane, que tomou o depoimento de Jaime de Castro.

Um comentário:

Scheissmann disse...

sera q eles ficaram com vergonha de levar tres mouses e resolveram levar alguns documentos?